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Nossa arte

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Nossa arte Deitamos e espontaneamente, Como a brisa gélida de um ventilador, aconteceu Ao pegarmos uma folha qualquer, Deixando deslizar aquela pena a rascunhar, Passando de uma mão a outra, Um pensamento complementando um sentir E um sentir simplesmente fazendo sentido naquele momento. Foi assim que nossa arte surgiu! Depois de finalizado, Trepamos nas estrelas E subimos através delas até o céu. Foi o nosso inesquecível registrado em um papel E a nossa escala ao alto registrado em um orgasmo fantástico De sensações inexplicáveis Que apenas entendidas Quando vividas. Ou não Vidas! (Por: @amandakelviah / Ilustração: A/S)

Latino África

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Latino África Alguém grita "são xenofóbicos!", "defendemos a integralização!", "defendemos nossa país África!", Sem nem saberem que, na verdade, África é um continente, Ou se fazem de desentendidos. Queremos integralização e dizem: os brasileiros já foram, agora deixem os africanos passarem! Mal sabem eles que integralização não é divisão. É união. Mas a divisão é nítida, sabem-se. Então a áfrica quer mostrar que não é um país e os países se unem a combater os responsáveis pela desintegralização: Os brasileiros que negam as raízes? Alguns percebem e tentam reintegralizar e gritar "agora é a vez dos africanos", Mas nem sabem que áfrica é um continente E que todos os países já se uniram naquele lugar Menos os brasileiros Ou seriam Latinos Americanos, como o Belchior? Ou nordestinos, como Patativa do Assaré? Guiné Bissau, Angola, São Tomé e Príncipe e Moçambique, parecem nomes de aliens? Ou seriam bairros do país Áfr...

Dia dos finados

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Dia dos finados  As velhas  apelando aos terços Santa Maria! Minhas duas velhas  E os finados. Só lembro de um finado em minha vida Um velho que adorava tacar seu literal cacete em quem passava em sua frente O velho que matou um pássaro de estimação Dizem que ele era legal, antes do disco voador. Eu sentada em uma casa de tijolos inacabada  Vendo o poente avermelhado depois do por do sol O sangue da paz! Imaginando aquelas velhas lamentando Ouvindo um reggae Lendo Charle Bukowski E fumando meu único cigarro. Todos fumam aqui Mas ninguém nunca tem cigarros Lamentável! Estou num interior no meio do nada Meu interior E meu literal interior mental poluído desgraçado. As vezes sou grata por as pessoas não conseguirem ler minha mente degradante Minha mente é bacteriana, humana Puta mente! Mas é aqui que encontro minha paz e consigo refletir sobre minhas filosofia de revolucionária universitária. ...

Dê três

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Melano a brisa  Os zoios fundos Pintado de vermeio Comeno o vento No relento E lambeno pirada Cada risada Na Chapada de redenção. Rendem-se as bolsas das olheiras Pedino água Desidratadas Piscano E vendo além de Bob, na esponja E Marley Verdinha ou prensada! Amarela?  Me dê o que cantar Dê três. (por: @amandakelviah / Ilustração: @maria_uve_)

Romance de uma mulher da rua 13 de maio

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Romance de uma mulher da rua 13 de maio (CONTO) No século XXI, quando todos aqueles pensamentos revolucionários encontravam-se no auge, a mulher da rua 13 de maio tornava-se uma mulher foda. Os pensamentos dela e sua forma de ver o mundo se transformavam. Laura agora era Feminista. O problema iniciava quando a ela se apaixonava. Toda aquela construção em sua mente de mulher moderna começava a falhar e seus desejos eram apenas estar junta de seu amado. O sexo para ela era primordial. Laura adorava trepar. Quando estava sem ninguém na cabeça, trepava com qualquer macho que lhe atraia com idealizações revolucionárias. O problema é que ela sempre se apaixonava por caras estúpidos que demonstravam alguma fragilidade mental. Laura estava se preparando para sair e malhar a bunda na academia, em uma cidade próxima. Lá a estrutura era melhor! A alguns meses atrás, ela havia se apaixonado por um macho estúpido com fragilidades mentais, consequência de traumas familiares de inf...

Romance hippie

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Romance hippie Ele saiu de mais um lugar e descansou por um momento no meu Trazendo toda a bagagem e um cachorro As artes.  Me encantou com seu papo quântico Pousou um pedaço de portal na minha frente E pediu-me que entrasse Era a dimensão dele  Era uma bike que fazia-me querer pedalar A cada corre uma balinha de café A cada noite uma trepada A cada virada eu o sentia esfregando-se em mim E me adentrando como um pau bem molhado e suculento E as risadas... Chico ouvindo César E as crônicas vinda de Nárnia  A rede e o colchão  No chão. Lembro-me que o último momento, Antes de o ver no asfalto com a bike Indo embora E a língua do Aslam voando da boca, Quis registrar aquele momento; Vi a essência de estrada nos dois E senti-me querendo ficar alegre  A risada de sua saída desastrada me preencheu A risada de uma desolada. Naquele momento meu peito ficou leve Vazio Senti novamente a lembrança do seu abraço quase sufocante Que...

O Último Poema

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O Último Poema  Lembranças surgiram do cheiro do quarto que era sala Da rede que é a mesma rede O cheiro misturado com seu e que agora é único Lembranças em que a paixão já não tá mais nela Que migrou para outro sexo Outro beijo Outro toque Um toque quem sabe mais sensível Envolvente Sensações outras Sensações que fazem surgir as suas O cheiro As carícias Seu sorriso sincero, meio sem jeito Seu medo dos próprios sentimentos correspondendo aos beijos em todo rosto Sua insegurança que dava vontade de guardar dentro de mim Lembranças de quando passávamos 2 horas deitados naquela rede verde,  Sentindo 2 horas calados Colados Assustados com a intensidade do maldito sentir Assustados com a completude de estar alí  E agora deitada aqui Cansada do cansativo dia  E pensando nas borboletas que no estomago voa ao ver outro alguém Excitada aqui em baixo ao pensar no sexo de ontem Com outro orgasmo Outro sorriso...