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raiz

Aquele pedaço de minha avó que me enche Que devasta quando me perco Que consola pra me encontrar  Aquele pedaço ancestral Que me arranca seja lá de onde E me obriga a me achar E me transporta pra minha terra E puxa as minha pernas e as transforma em raiz Não é tão logo Mas pequenas flores começam a brotar Escuto as estórias contadas por ela  E visualizo o broto que sou E quanto mais escuto Mais flores nascem Sou fruto de outras plantas  Que viraram adubo para que eu pudesse nascer.

Vícios

Café, cigarro, liamba liamba pra dormir, café pra acordar e cigarro pra brisar a vida pra suportar as voltas das idas. As vezes chapada fico sofrendo o que não consigo sentir na sobriedade precisando tirar a angústia do meu peito que fazem surgir meus traumas da vida. O Café me acorda dos devaneios e fico acelerada, sem ter pra onde ir limitada a uma Fortaleza. Sinto calafrios e meu peito aperta tremo com a vento suave vejo lentamente o brilho da lua cheia refletindo na minha pele ressecada. Quando acendo o cigarro, minhas pernas ficam bambas  a fumaça entra áspera e violenta meu corpo se derrama.

Princípio

Princípio remete à início de algo que nos move O que nos faz acreditar Seguir E lutar por O que nos faz existir Ou continuar existindo  É o Princípio  Assim como é  o princípio que nos limita Que nos freia Que parte nossos corações frágeis  Cheios de expectativas limitadas Foi do princípio que passamos a existir  Ou existimos, logo, criamos princípios Eu tenho princípios! Que escureceram minha personalidade e me ajudaram a lidar com medos e traumas Me moveram e curaram Me deu asas grandes  Foram se aperfeiçoando e se filtrando  Movendo com a terra Meus princípios são tão preciosos pra não me perder Como você pôde ferir meus preciosos princípios três vezes? Abrir mão deles seria desistir do que acredito Tão doloroso quanto te largar  Fiquei com medo de você E dos meus princípios Não sinto raiva Apenas medo de viver sem você Mas não vou me perder.

canoa

Só ao observar a agitação do mar é que pude perceber a ferocidade em que a terra gira.

À Cícera

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Não te conheço  Mas gostaria de te dar um abraço  Forte ou fraco Deixar você chorar em meus ombros  Sentir os cheiro de creme em meus cachos Enquanto eles iam se entrelaçando com os seus Suas lágrimas então se encontrariam com as minhas e nos consoaríamos juntas Enquanto eu ia sentindo o alívio do cheiro do seu crespo Enquanto a dor se metamosearia em conhecimento Então moveríamos o mundo com nossa dor. Mas só consigo imaginar  qual seria minha reação no seu lugar?!

solitude

Em casa sozinha em solitude  Pego minha jbl e ligo ao máximo  O som suave  Seu máximo é um tanto baixo  O que fazer agora? Tenho uma lista de afazeres de solitude Mas vou arrumar a minha mente primeiro Acendo um back e ligo um reggae clássico  Arrumei a mente e a casa bagunçada  As janelas arreganhadas e o clima ameno pra um Benfica O silêncio da casa e a zoada do trânsito de domingo  O pé sentindo o piso gelado e limpo De vez em quando me vem a insegurança de não ter você por perto Mas peço perdão e fumo uma bia  Aí de preguiça faço uma larica  E a claridade de 4:20 diminue e embebedece A escuridão chega e sou só eu e minha insegurança  Desisto de assistir um filme  E de lavar as roupas que já estavam de molho à dois dias jogo um Candy Crush Enquanto queimo um Até meus olhos apertados e vermelhos Me levarem a solitide mais profunda O sono.

Amor romântico

Amor   É uma palavra em fronteira com a ilusão  Amar sozinha? Na verdade essa palavra impacta ação  Idealização Cria na mente sentimentos sós Cria na mente o romantismo O amor romântico é solitário Não é o amor É o amor romântico Monogâmico Aquele que namora sozinha  Sem te namorar Que te casa Sozinha, mesmo do lado de alguém Que responsabiliza com o todo Mas não há responsabilidade do outro Um todo que é só seu Que quando é escancarado É individual Que te expõe ao ridículo do mal amado Que envergonha Culpada da idealizada Da idealizadora Ou da irresponsabilidade emocional O grito que rasga a garganta só de um Ahh o amor O amor romântico  Culpa de quem? Se não se pode culpar ninguém  Se o grito é trocado por soluços De solidão  De decepção  De tudo que é só eu É quando a falta de amor próprio  Se torna seu Sofrida Infligida  E reaprendendo os primeiros passos É o chão do empoderamento arrebentado Que faz cair com o coração espatifad...